Entenda os efeitos do glúten e da lactose no organismo

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Muito tem se ouvido falar sobre glúten e lactose, principalmente porque em alguns casos de emagrecimento, o paciente é orientado a excluí-los da dieta com o objetivo de acelerar o processo da perda de peso e contribuir na melhora da saúde. Mas, afinal, será que glúten e lactose fazem tão mal assim? Apesar de haver certo exagero no consumo de alimentos com essas duas substâncias, algumas pessoas têm intolerância ou sensibilidade alimentar, o que significa que o organismo funciona com dificuldade para digeri-las. Sendo assim, é fundamental entender que existe diferença entre eliminá-los por opção e por necessidade.

O glúten apresenta uma molécula nomeada de gliadina, que não é digerida pelo organismo. Em pessoas predispostas, as moléculas não digeridas, ao entrarem em contato com as camadas mais internas da mucosa intestinal disparam uma reação imunológica no intestino delgado, causando processo inflamatório crônico, responsável pelos sintomas da doença celíaca.

Segunda a médica nutróloga e ortomolecular, Leila Loutfi, a disfunção não se desenvolve em quem não seja portador do gene HLA-DQ2 ou HLA-DQ8, condição necessária, mas não suficiente, para sua instalação. “O diagnóstico de um paciente celíaco requer dois procedimentos: endoscopia, com biópsia de duodeno para identificar a presença do infiltrado inflamatório característico, e a adoção de uma dieta livre de glúten para verificar se há melhora da sintomatologia”, explica.  Continue reading “Entenda os efeitos do glúten e da lactose no organismo”

Cansaço e estresse podem prejudicar o rendimento na corrida

Corredor-cansado-Locos-Por-Correr-motivacion-01A maioria das pessoas tem uma rotina bem agitada, e ao longo do dia há quem precise dividir o tempo entre família, trabalho, estudo e amigos. Para quem treina, essa correria pode ser ainda pior, considerando que é preciso esforçar-se para achar uma brechinha na agenda e cumprir os treinos. Em meio a tantos compromissos, é natural sentir-se fadigado ou estressado, e isso pode fazer toda a diferença nos resultados.

De acordo com Eduardo Albuquerque, educador físico, ultramaratonista, triatleta e administrador da assessoria esportiva Edu Ultra Team, a relação entre treinamento e rendimento é relativa. “É muito comum me perguntam se o cansaço ou estresse fazem com que o rendimento seja comprometido, mas essa é uma pergunta que temos que tomar bastante cuidado ao responder, levando em conta que o estresse e os problemas do dia a dia fazem parte da rotina de quase 100% da nossa sociedade. Tenho bastante alunos que vivem uma rotina de estresse, seja com metas a serem batidas no trabalho ou algum tipo de  pressão familiar; no entanto, em alguns casos, o treinamento entra exatamente como uma válvula de escape. Às vezes, a pessoa passa o dia todo estressado tentando resolver um determinado problema e não consegue achar a solução e quando vai fazer seu treinamento, consegue pensar em uma solução para seus dilemas pessoais. Mas pensando em um atleta com um nível técnico mais avançado, qualquer desvio de foco é capaz de afetar sua performance. Por isso tenho o costume de dizer que o nosso maior adversário esta dentro de nós mesmos”, explica Eduardo.  Continue reading “Cansaço e estresse podem prejudicar o rendimento na corrida”

Cuidados para manter o sistema imunológico fortalecido

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Composto por milhões de células de diferentes tipos e funções, o sistema imunológico é uma espécie de barreira defensiva em que, diariamente, garante a proteção do organismo contra o ataque de bactérias, vírus e micróbios, mantendo o corpo livre de doenças. No entanto, quando o sistema imune enfraquece por alguma razão, gripes, resfriados e infecções podem tornar-se recorrentes.

“Nosso organismo está sempre lutando para manter o equilíbrio entre as diversas funções do corpo, e é isso que entendemos por saúde. Mas esse equilíbrio pode se perder por vários motivos, passando por fatores congênitos ou genéticos; má alimentação, levando a deficiências nutricionais, desidratação e o acúmulo de toxinas; até fatores emocionais como depressão e estresse. Tudo isso pode colaborar para uma baixa do sistema imunológico”, explica Leila Loutfi, médica geriatra, homeopata, nutróloga e ortomolecular.

A importância da alimentação e seus nutrientes

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Apesar de haver inúmeros fatores que contribuem para esse enfraquecimento, a alimentação desempenha um papel essencial na imunidade, pois é por meio de nutrientes e vitaminas encontradas nos alimentos que o sistema imunológico tem condições de fortalecer e renovar células e substâncias necessárias.

“Todas as vitaminas são importantes, mas, entre elas, a principal ainda é a vitamina C, campeã no papel de resistência às infecções, seguida de perto das vitaminas A e E. Já a vitamina D, que até há pouco tempo achava-se que estava ligada apenas ao metabolismo de cálcio, hoje, é reconhecida tento papel importantíssimo na imunidade, inclusive, sendo usada como medicamento em tratamento de doenças autoimunes”, afirma Leila.

Segundo a médica, não apenas as vitaminas podem elevar o sistema imunológico, mas também os minerais, principalmente zinco, cobre, manganês e selênio; potentes antioxidantes que agem em sinergia com as vitaminas. Além disso, aminoácidos, como a taurina, a arginina, a lisina, entre outros, e ainda ácidos graxos, como o ômega 3, têm a função de reforçar as defesas do organismo.

Atividade física ajuda a fortalecer o sistema imunológico?

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No caso de um indivíduo debilitado, com a imunidade já muito baixa, a atividade física pode comprometê-lo ainda mais. Mas se a pessoa está com a saúde em dia, a atividade física moderada ajuda a combater o estresse, além de melhorar a oxigenação dos órgãos, aumentar o ganho de massa magra, diminuir a massa gorda, que é pró-inflamatório, reforçando consideravelmente o sistema imunológico.

Insônia e estresse, violões do sistema imunológico

Os dois principais hormônios do estresse são a adrenalina e o cortisol, ambos altamente produtores de radicais livres. Esses hormônios devem ser neutralizados por substâncias que o corpo produz com efeito antioxidante e para produzir essas substâncias, o organismo consome nutrientes que acabam ficando em falta para manter o sistema imunológico.

“Além do estresse, existe o ciclo conhecido como sono-vigília, comandado pela melatonina (que nos faz dormir) e o cortisol (que nos faz acordar pela manhã e ter disposição para enfrentar o dia). Quando esse ciclo se perde, por estresse, ansiedade, intoxicações ou falta de nutrientes para manter nossa barreira defensiva alerta, também há um impacto negativo no sistema imunológico. Tanto que hoje usamos a expressão ‘eixo psico-neuro-imuno-endócrino’, pois todos esses sistemas estão relacionados”, finaliza a médica.

Evite alimentos industrializados

Outro ponto importante é evitar ao máximo alimentos industrializados, pela grande quantidade de produtos químicos que prejudicam o metabolismo. E também alimentos considerados pró-inflamatórios, como o excesso de açúcar, laticínios e glúten. “O ideal seria uma alimentação variada, o mais natural possível, orgânica de preferência, com ênfase em nutrientes específicos para cada disfunção”, ressalta Leila.

Quer ser saudável? Cuide bem do seu corpo

Hoje vi um texto circulando pelo Facebook e achei muito interessante. O conteúdo descreve de forma literária como nossa organismo sofre com os excessos alimentares e a falta de atividade física. Não consegui descobrir quem é o autor do texto, mas vale a pena repassar a mensagem.

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“CARTA DE UM METABOLISMO ESTRESSADO

Querido humano, eu sei que você anda desapontado comigo. Sei que nos últimos tempos você me esconde em baixo de roupas largas e evita praia.

Você me exige uma energia que não tenho.

Suas bolachas recheadas e refrigerantes não me dão o suporte necessário. Fico sobrecarregado e, infelizmente, me vejo obrigado a estocar energia em forma de gordura.

Eu sei que você se envergonha do seu estoque de energia, mas o que você me pede, não posso lhe oferecer. Estou fraco.

Não descanso e sabe-se se lá quando foi meu ultimo sono reparador. Quando acordo, você não me alimenta e quando me alimenta, não é com qualidade.

Estou estressado e próximo de um colapso nervoso. Sei que você espera mais de mim, mas tenho que ser sincero, também esperava mais de você.

Você me pede foco, energia e menos gordura. Eu lhe peço nutrientes, hidratação e descanso. E assim como você, estou a ver navios.

Você se chateia com o intestino preso, mas querida, não estou em condições de abrir mão de nada agora.

Não me peça para lembrar de algo. Meu estoque de antioxidantes está baixo, minhas membranas celulares sem flexibilidade e a gordura ruim que você consome, acaba comigo!

Já não consigo transportar bem o açúcar que você ingere e contra minha vontade, tive que chamar minha amiga insulina com mais frequência. Se você está tonta e com dor de cabeça, a culpe. E você bem sabe o quanto ela é difícil, sempre que ela aparece de forma desordenada sou obrigado a estocar ainda mais gordura.

Desista dos cremes e das massagens, meu amor. Já não respondo aos estímulos externos.

Estou tão nervoso que pedi conselhos ao cortisol. Ele me aconselhou a reter o máximo de líquido que puder para me proteger e sempre que possível, me livrar do peso desnecessário dos músculos.

Bem, músculos são pesados e eu já não tenho capacidade de carrega-los por aí. Optei pela gordura meu bem, me desculpe. Com a escassez de nutrientes tive que fazer escolhas drásticas.

Não estou mais nutrindo sua pele e cabelo, logo, você os verá ir embora.

Estou tão nervoso que cápsulas e suplementos não são absorvidos. Estou bravo com você e agora não quero mais papo. Estou lhe escrevendo essa carta como um adeus. Estou me desligando e logo, a falta de ar será evidente.

Quanto mais adoeço, mas você me agride com fármacos e eu, sinceramente não entendo por que me tratar assim.

Até parece que quer me ver sofrer. Como se não bastasse todos os anos de descaso, agora grita aos sete ventos que sou lento, que seu metabolismo é lento. Dói!!

Eu nasci sim com algumas imperfeições, mas imaginava que você, com inteligência de humana, soubesse zelar pelo o seu corpo. Me enganei! Você não prestou atenção aos sinais e abusou de mim.

Agora que desabafei lhe pergunto, quando me cansar e for embora, onde você irá morar?”

Diet, light e zero: você sabe a diferença?

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A partir da década de 1990, as gôndolas dos supermercados passaram a exibir cada vez mais alimentos modificados em relação à composição de seus nutrientes, como carboidratos, proteínas, gorduras, sódio e outros. Nessa onda, surgiram os produtos diet, light e zero, e por causa dessa variedade é comum que os consumidores tenham dúvidas na hora de escolher qual é o produto mais adequado às suas necessidades. Mas, afinal, quais as diferenças entre eles?

De acordo com a engenheira de alimentos Filomena Benfatti, um produto diet apresenta modificações especiais para se adequar a diferentes dietas ou necessidades metabólicas, como diabetes e hipertensão. “São os produtos que se destinam a pessoas com algum tipo de doença que as obriga a controlar ou mesmo suprimir a ingestão de algum nutriente normalmente presente na dieta. Tem que estar declarado e ser facilmente legível a que tipo de dieta o alimento se refere e qual a quantidade desse elemento em sua composição. Pode ser diet em açúcares, sódio, gordura, etc”, explica. Continue reading “Diet, light e zero: você sabe a diferença?”