Mulheres no pódio: ultramaratona, da inspiração à realização

Pódio Bertioga Maresias - Eu na Correria
Dizem que um sonho sonhado junto tem maiores chances de tornar-se realidade, e depois de participar da ultramaratona de revezamento de Bertioga a Maresias, pela primeira vez, senti o quanto esse pensamento é real e tem poder. Há 7 meses, o site Eu na Correria era apenas uma ideia na minha cabeça, em janeiro, eu e mais dois amigos educadores físicos, já procurávamos meninas dispostas a fazer uma equipe feminina com 8 integrantes para encarar essa prova.

Demorou um pouco, mas a equipe foi formada e, por causa do site, batizamos o grupo com o nome Eu na Correria. Sete mulheres com perfis totalmente diferentes passaram a fazer parte do meu sonho e, apesar de cada uma ter seu jeitinho, todas se empenharam por um mesmo propósito: correr.

Por ser nossa primeira participação na ultra de Bertioga-Maresias, não tínhamos grandes pretensões, classificar-se entre as 10 primeiras equipes da nossa categoria já nos deixaria felizes, considerando que essa é uma prova meio casca dura, com areia, trecho de rio, lama, mata fechada, variação climática e a tenebrosa serra de Maresias. Mas me esqueci de um detalhe: eu havia plantado uma semente na cabeça dessas mulheres e elas, mais do que eu, acreditavam que poderiam e mereciam um pódio.

E foi exatamente assim. Em sua primeira prova em equipe, essas mulheres subiram ao pódio e comemoraram a 4ª colocação como um primeiro lugar. Não fizemos um tempo baixíssimo e não somos mais talentosas que ninguém, pelo contrário, sabemos que ainda precisamos gastar muita sola de tênis para outros pódios acontecerem, mas tivemos garra para conquistar aquilo que desejávamos. Maior que nossa garra, foi nossa vontade de fazer a coisa acontecer.

Portanto, isso me deixou uma importante lição: acreditar naquilo que se quer, faz toda a diferença para alcançar um objetivo. E ter pessoas que depositam confiança nas suas ideias, faz com  que você chegue a lugares inimagináveis. Aqui estamos falando de um pódio, mas para qualquer coisa que almejamos na vida, precisamos de pessoas que acreditem em nós. Correr me trouxe uma série de benefícios físicos e mentais, mas as pessoas que a corrida tem colocado no meu caminho me transformou. Obrigada, meninas.

pódio Bertioga Maresias

Prazer, somos o Eu Na Correria

Aline Guedes

29 ANOS

Comissária de bordo

Aline Eu na Correria

“Sempre quando via pessoas correndo tinha uma enorme vontade de ser como elas, de participar de provas, mas nunca tive fôlego e nem resistência. Participar de corridas parecia um sonho cada vem mais distante. Minha história na corrida começou há um ano quando decide parar de fumar e adotar um estilo de vida e alimentação saudáveis.

Coloquei uma meta na vida: quero ser corredora também. No início, os treinos não eram fáceis, mas meu personal me incentivou muito e pegou no meu pé também. Hoje reconheço que todo o esforço foi válido e não vivo mais sem a corrida. Uma das que mais gostei de fazer foi a Rústica da Base Aérea, inclusive, foi minha primeira corrida. O trajeto da prova foi desafiador, cheio de obstáculos, mas a natureza compensou.”

Célia Trindade

45 ANOS

Analista de suporte ERP pleno

Célia - Eu na Correria

 

“Comecei a correr por influência do meu marido, ele corre há mais de 20 anos e eu sempre o acompanhava nas corridas, sentindo aquela energia boa e sempre com vontade de correr também. Em um dos anos que ele foi à meia maratona do RJ me perguntou quando eu iria fazer a prova com ele. Eu disse: ah, ano que vem, mas eu não corria nem 100 metros sem ficar muito cansada. Passaram aproximadamente dois anos e ele me cobrando, em 2013, prometi que faria a corrida em 2014, mas achei que não conseguiria fazer 21km sozinha, então, com a ajuda de uma amiga personal comecei a treinar para fazer a metade, mas não foi legal, por que eu não tinha coragem de mostrar a medalha sendo que não fiz a corrida inteira (risos). Foi daí que comecei a treinar para fazer a corrida completa em 2015, concluindo minha primeira corrida de rua, de 10 quilômetros, em dezembro de 2014, na corrida Internacional de Guarulhos. Não parei mais.”

Débora Ferreira Leite

28 anos

Estudante

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“Anos atrás corria e pedalava, mas devido a um problema crônico no joelho não conseguia praticar os esportes de forma prazerosa e isso me levou ao sedentarismo. Mas tudo mudou quando trabalhei com uma equipe de cardiologistas, fui orientada pelos médicos a praticar atividades físicas novamente, para melhorar minha qualidade de vida e principalmente para ter uma válvula de escape do estresse diário. Em 2015, tomei coragem e comecei. Primeiro com 2km, na semana seguinte fiz 3km e foi assim até alcançar meus primeiros 5km. Fiz a inscrição para a minha primeira prova no dia 26/07/2015, data do meu aniversário, para voltar às corridas em forma de comemoração. Hoje não largo mais meu tênis e sempre estou em busca de novos desafios. Inclusive, a prova que mais curti fazer até hoje foi a Bravus. E vale dizer que, além da saúde que a corrida me proporciona, o esporte também me traz qualidade de vida e amigos que fiz e que têm os mesmos interesses que eu.”

Lidiane Garcia de Brito

45 ANOS

Secretária

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“Tenho problema respiratório desde criança e sempre fui poupada das atividades físicas erroneamente pela minha mãe. Entrei na academia apenas para praticar aulas de natação, até que certo dia, num aquecimento na esteira, o professor Michell Souza estava começando a sua aula de corrida e me convidou para correr. Imediatamente recusei e aleguei que tinha asma e que não seria capaz de correr um minuto sequer. Em resposta, o professor apenas fez uma pergunta: Lidi, você confia em mim? Bom, nem preciso contar o que aconteceu depois desse dia, né? Corria administrando a falta de ar e com a bombinha na mão, hoje, me sinto mais saudável do que nunca, pois minha asma está totalmente sob controle. Eliminei 12 quilos, pois estava com sobrepeso, a autoestima – realmente – está nas alturas, coleciono várias medalhas e uma satisfação pessoal indescritível. E estou feliz por estar na equipe Eu na Correria”.

Milena Vamprey Mançonaro

27 anos

Professora de Educação Física

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“O esporte sempre fez parte da minha vida, na infância e adolescência fui atleta de Natação. Aos 16 anos encerrei minha carreira de atleta para trabalhar. Quando voltei à prática de exercício físico, novamente iniciei com musculação e corrida. A corrida no início para mim era apenas com o intuito de emagrecimento e melhora do condicionamento físico, isso continua sendo alguns dos motivos, mas, além disso, hoje corro por prazer, para alcançar metas (tempo), por saúde e para estar na companhia dos amigos corredores.”

Vanessa Bento de Jesus

28 anos

Assistente Executiva

Vanessa - Eu na Correria

“Sempre fiz exercícios físicos de vários tipos, mas odiava correr. Sentia dores na cervical após a corrida e achava um tédio ficar na esteira correndo no mesmo lugar. Fiz várias tentativas, participava de algumas provas, mas sem treinar, só para fazer parte da galera mesmo. Até que em 2015 um grupo de amigos resolveu participar da Night Run, na Usp, era um revezamento de 5km, juntamos umas meninas e começamos a treinar juntas; porém, na rua, foi aí que comecei a me empolgar. Senti uma diferença enorme em correr na rua olhando para as pessoas, sentindo o vento no rosto, fazendo caminhos diferentes. A partir disso comecei a correr na rua uma vez por semana, 5km. Quando vi que dava mais, passei para sete, oito, até começar a fazer 10 quilômetros, o que antes achava impossível. Fiz minha primeira prova de 10 km, que por sinal amei e diminui bastante meu tempo dos treinos. Em 2016, decidi que queria focar na corrida, fazer várias provas, superar meus limites e treinar forte. Também direcionei meus treinos de musculação e pilates para me ajudarem a melhorar na corrida e agora corro três vezes na semana para melhorar meu tempo e, consequentemente, o corpo. Hoje, posso dizer que amo correr e quando não consigo sinto muito falta. Agora é foco total na prova de revezamento de Bertioga – Maresias de outubro”

Rose Barbosa

44 anos

Manicure

Rose - Eu na Correria

“Sempre gostei de praticar esportes, na minha adolescência joguei futebol de campo e depois passei a jogar futsal, participando de campeonatos na cidade de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Mais tarde, os 25 anos, iniciei na musculação, praticamente sem interrupção e, há 15 anos, comecei a praticar corrida em academia e cada vez mais fui adquirindo condicionamento físico. Assim, comecei a participar de várias corridas em São Paulo e outras cidades.  Apesar de já ter  participado de muitas provas e pensar que cada corrida tem sua peculiaridade, gosto bastante da prova de revezamento Bertioga/Maresias, tanto que 2016 será o quarto ano em que participo.

 

 

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