Preparação para ultramaratona de revezamento Bertioga – Maresias

Preparação maratona Bertioga Maresias - Eu na CorreriaEstamos a uma semana da prova de Bertioga – Maresias, e quem vai participar da maratona de revezamento, provavelmente, já está preparando-se há algum tempo para a competição, seja para correr solo ou em equipe. Quem já foi, sabe o quanto o percurso é desafiador e o quanto é importante investir nos treinos. Mas para quem vai pela primeira vez, talvez, saber sobre alguns detalhes seja útil.

O educador físico e corredor Mamede Cazelli, que vai participar da primeira edição deste ano (2016)  em grupo, mas prepara-se para fazer a segunda edição solo, dividiu sua experiência de treinamento com o Eu na Correria e também compartilhou algumas dicas para evitar qualquer tipo de perrengue.

Último trecho – Serra de Maresias

A tão temida Serra de Maresias é com certeza o trecho mais árduo de todo o percurso. São 400 metros de altitude numa serra de 3 quilômetros e, de acordo com Mamede, para encarar o trecho final com disposição, o ideal é fazer treinos em montanhas, escadarias e ladeiras. “Esse tipo de treino é para condicionamento físico, mas também é preciso preparar o fator psicológico, já que conta muito. É um pedaço de bastante dificuldade, tanto que o mais comum é vermos os corredores fazendo o trecho de subida caminhando em passadas largas ou subindo trotando, com passadas bem curta, porém, cadenciadas”, afirma.

Tudo que sobe, desce

Se para subir é complicado, para descer não é diferente. “Para descer é necessário ter postura corporal. O que irá frear é a postura do corpo, mantendo o tronco levemente inclinado para trás.  Atletas que não têm esse conhecimento apresentam grandes possibilidades de lesionar joelho, calcâneo, panturrilhas ou tíbia”, pontua.

O que esperar do trajeto

“Além da Serra de Maresias, a prova num todo é desafiadora, por ter trechos com asfaltos, pedras, pedregulhos, areia batida, areia fofa e água até o tornozelo… enfim, é necessário ter um bom preparo físico e psicológico”, destaca Mamede.

Acessórios que podem ajudar

“Como se trata de trechos de praia e serra, as condições climáticas podem sofrer alterações. Para minimizar a garoa no rosto, por exemplo, procuro sempre utilizar viseira e óculos transparente. No caso daquele vento bem gelado, uma jaqueta corta vento e um cachecol leve no pescoço podem fazer a diferença”, sugere.

 O que levar no carro de apoio

Além de comidas e bebidas para hidratação, é recomendado levar suplementos, remédios, meias, peças de roupa, vaselina, um segundo tênis e aparelhos como rolo de soltura para massagear pernas e panturrilhas.

Como preparar-se para ser um surviver

Mamede Cazelli Bertioga Maresias - Eu na Correria
Mamede Cazelli

“O atleta tem que ter volume de treinos e provas, como no mínimo umas 4 meia maratonas e de 2 a 3 maratonas, pois os treinos de uma ultramaratona  são semelhantes ao preparo de uma maratona, no quesito volume, lastro, rodagem e treinos longos. Cinco a seis meses  de preparação é o suficiente para enfrentar esse desafio”, afirma o profissal.

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