Suplementos, para que servem?

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Boa parte das pessoas que frequenta academia tem basicamente dois objetivos: perder peso e ganhar massa muscular. Mas para que os resultados apareçam, é preciso disciplina, treino e paciência até que as mudanças realmente surjam. Porém, o que muitas vezes acontece é que, mesmo alimentando-se de forma adequada e praticando exercícios físicos regularmente, os resultados buscados acabam ficando distantes do esperado, principalmente, para pessoas com tipo físico mais enxuto. Para esses casos, talvez, a solução seja recorrer aos suplementos alimentares.

O que são os suplementos alimentares?

Segundo a nutricionista esportiva Erika Borges, os suplementos são vitaminas, minerais e aminoácidos que ajudam a complementar a alimentação. Geralmente, são recomendados para suprir carências nutritivas e também para que praticantes de esportes tenham melhor desempenho ou reponham as perdas causadas pela prática de algumas atividades físicas. Embora esse tipo de suplementação seja utilizada em larga escala por quem frequenta academia, há quem ainda confunda esses produtos com anabolizantes, popularmente conhecidos como “bombas”. Contudo, a nutricionista garante que, quando utilizados para uma necessidade específica, não oferecem riscos à saúde.

Normalmente, os suplementos são elaborados à base de proteínas, carboidratos, aminoácidos e creatina; nutrientes essenciais para o funcionamento regular do corpo. Diferente de produtos psicoestimulantes, vasodilatadores e hormonais, essa classe de suplementos tem como princípio complementar a alimentação, quando ela deixa de fornecer a quantidade suficiente de nutrientes que o corpo precisa. Outro fator importante é que, apesar de parecerem inofensivos, os suplementos precisam, sim, ter indicação médica.

Como saber se é preciso tomar?

O recomendado é passar com um nutricionista, pois o profissional será capaz de avaliar a rotina alimentar do aluno, se há deficiência de nutrientes, se a quantidade e intensidade de exercícios pedem suplementação ou se as necessidades do corpo já são supridas pelas refeições. Fora isso, ainda é necessário fazer uma avaliação clínica para saber se há deficiência hormonal, problemas cardíacos, renais ou hepáticos. A seguir, Erika explica a funcionalidade dos suplementos mais comuns no mercado.

Aminoácidos compostos e isolados

As proteínas são formadas por combinações de aminoácidos e alguns estão diretamente ligados à nutrição esportiva, outros, embora comercializados em grande escala, não demonstram resultados significativos. Dentre aqueles que têm resultados significantes, estão os seguintes suplementos:

BCAA (Aminoáciso de cadeia ramificada – Leucina, Isoleucina e Valina): auxilia no aumento da imunidade e a leucina tem efeito anticatabólico, que evita a perda de massa muscular; e que aumenta os fatores de transcrição para proporcionar hipertrofia, que é o aumento de volume dos músculos.

Glutamina: esse é um aminoácido produzido pelo próprio organismo em larga escala, compõe 60% dos aminoácidos de nossa circulação sanguínea e ainda apresenta-se em maior proporção em exercícios prolongados. “Para atletas com treino muito intenso com risco de overtraining, a glutamina tem ação benéfica para proteger de infecções e lesões. Para hipertrofia ou efeito anticatabólico em situações normais parece não ter resultado significante, pois cerca de 70% da suplementação não é absorvida”, analisa.

Creatina: “considerada vilã e tendo sua venda proibida por alguns anos pela Anvisa, já foi comprovado cientificamente que sua relação com problemas renais aconteceu por erros metodológicos em estudos da época e que, hoje, além de melhorar o desempenho de atletas de resistência e velocidade, pode ajudar também no ganho de massa muscular ao manter o músculo mais hidratado. Outra linha de estudos clínicos mostra sua eficácia para preservar a massa muscular em casos de imobilização de membros por lesões e traumas, demonstrando assim excelente potencial anticatabólico”, avalia.

Suplemento de proteína

A proteína é um nutriente diretamente relacionado à construção muscular e reparação de tecidos, com isso, acaba constituindo a maior parte dos suplementos alimentares para atletas e desportistas que se exercitam para hipertrofia ou definição muscular. “Outro benefício das proteínas é que elas têm ação termogênica, ou seja, por ter a digestão mais lenta fazem com que gastemos um pouco mais de energia ao longo do dia”, ressalta.

Proteínas completas

São suplementos que contêm proteínas de alto teor biológico, ou seja, apresentam todos os aminoácidos essenciais – que precisamos diariamente em nossa alimentação – e não essenciais – que nosso corpo produz naturalmente. “Essas proteínas são encontradas naturalmente em alimentos de origem animal como carnes em geral, leites e derivados ou na combinação de alguns cereais como o tradicional arroz com feijão. No entanto, em sua forma natural, as proteínas vêm acompanhadas de gorduras, lactose, carboidratos, dentre outros. Enquanto os suplementos trazem somente a proteína de uma forma isolada. Nesse sentido, os produtos mais conhecidos no mercado são as proteínas extraídas do soro do leite, conhecidas como Whey Protein ou da carne, chamado de Carnivor”, explica.

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