Mãe, avó e corredora

Avó corredora - Eu na Correria

O mundo está cheio de mães corredoras, mas quantas avós corredoras você conhece? Pois é, imagino que não muitas; contudo, elas existem e um dia desses tive o privilégio de encontrar uma na corrida do Batom que aconteceu anualmente na cidade de Guarulhos.  A avó em questão é Regina Célia Lima Rebouças, que no alto dos seus 82 anos, convenceu a filha a inscrevê-la na prova de 5KM e cruzou –  com louvor –  a linha de chegada.

Avó corredora - Eu na Correria
Regina mãe e Regina Filha na linha de chegada

“Há cinco anos ela participa do Caminhada do Batom, mas todas as vezes em que foi, reclamava pelo fato de que eu não a inscrevia na corrida. Neste ano (2016), decidi inscreve-la na corrida.  Ela foi e adorou. Fez todo o percurso, alternando entre corrida e caminhada, mas o tempo todo demostrava preocupação, porque os outros estavam passando ela. Fui de companhia, fiquei um pouco receosa pela idade, mas ela saiu-se super bem”, conta a filha e educadora física Regina Célia Rebouças de Oliveira Souza.

De acordo com Regina (a filha), a mãe sempre foi muito ativa e gostou de esporte, tanto que ela e o irmão sempre foram estimulados a praticarem atividades físicas desde a infância. “Eu e meu irmão conhecemos o mundo dos esportes quando éramos crianças, porque minha mãe sempre gostou de esportes e nos motivava a fazer. Morávamos próximo ao Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, e lembro que ela acordava todo dia bem cedinho para caminhar no Aterro. Tempos depois, mudamos para a Barra da Tijuca e ela começou a correr também, dava voltas no Maracanã, parava para fazer abdominais, mas nunca fez essas atividades de forma orientada, era tudo por conta. Hoje, ela ainda gosta muito de caminhar e faz 5 quilômetros de duas a três vezes por semana.  Além das caminhadas, às quintas-feiras faz aula de ginástica voltada para a 3º idade e às sextas  faz caminhada em grupo”, ressalta a filha.

Superação

Dona Regina, que é carioca da gema, veio morar com a filha em São Paulo aos 76 anos por causa da descoberta de uma doença, mas nem mesmo uma enfermidade foi capaz de abatê-la. “Descobrimos (família) que ela estava com câncer de mama e aqui (São Paulo) ela fez quimioterapia, mastectomia e a reconstrução da mama, porém, mesmo diante dessa dificuldade, nunca deixou de praticar atividade física, porque é algo que ela realmente gosta . Hoje, ela está bem; contudo, para ela fazer os exercícios que faz, temos o cuidado de, periodicamente, fazer exames de eletrocardiograma e ter o atestado do médico”, pontua.

Avó corredora - Eu na Correria

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