Cansaço e estresse podem prejudicar o rendimento na corrida

Corredor-cansado-Locos-Por-Correr-motivacion-01A maioria das pessoas tem uma rotina bem agitada, e ao longo do dia há quem precise dividir o tempo entre família, trabalho, estudo e amigos. Para quem treina, essa correria pode ser ainda pior, considerando que é preciso esforçar-se para achar uma brechinha na agenda e cumprir os treinos. Em meio a tantos compromissos, é natural sentir-se fadigado ou estressado, e isso pode fazer toda a diferença nos resultados.

De acordo com Eduardo Albuquerque, educador físico, ultramaratonista, triatleta e administrador da assessoria esportiva Edu Ultra Team, a relação entre treinamento e rendimento é relativa. “É muito comum me perguntam se o cansaço ou estresse fazem com que o rendimento seja comprometido, mas essa é uma pergunta que temos que tomar bastante cuidado ao responder, levando em conta que o estresse e os problemas do dia a dia fazem parte da rotina de quase 100% da nossa sociedade. Tenho bastante alunos que vivem uma rotina de estresse, seja com metas a serem batidas no trabalho ou algum tipo de  pressão familiar; no entanto, em alguns casos, o treinamento entra exatamente como uma válvula de escape. Às vezes, a pessoa passa o dia todo estressado tentando resolver um determinado problema e não consegue achar a solução e quando vai fazer seu treinamento, consegue pensar em uma solução para seus dilemas pessoais. Mas pensando em um atleta com um nível técnico mais avançado, qualquer desvio de foco é capaz de afetar sua performance. Por isso tenho o costume de dizer que o nosso maior adversário esta dentro de nós mesmos”, explica Eduardo. 

Segundo o profissional, fatores externos, como, por exemplo, horário e temperatura também podem ser causadores de esgotamento físico e mental. “Se o atleta treinar sob o Sol do meio-dia, provavelmente, terá um desempenho diferente ao de quando treina no início da manhã ou início da noite, isso porque a elevação da temperatura corporal gera um desgaste físico muito maior e como consequência  desidratação”, analisa.

Para evitar baixas no rendimento e manter uma boa performance, Eduardo acredita que não existem fórmulas mágicas, mas é preciso ser disciplinado para seguir três regras básicas: descanso, alimentação adequada e treino. “Sem esse equilíbrio você pode treinar o quanto quiser, mas não vai alcançar seu melhor resultado. O descanso é primordial, pois é no descanso que temos o ganho do que perdemos nos treinamos. Se o indivíduo faz o seu treino, seja ele de intervalo, fartleck ou de outra forma, na sequência, o corpo precisa descansar para se recuperar dessa sobrecarga que recebeu. Quando o período de descanso não é respeitado, não há melhora. Por isso, se você segue uma planilha de treinos e naquele dia não fez seu treino, não tente compensá-lo no dia seguinte. Infelizmente, treino perdido é treino perdido”, pontua.

Ainda de acordo com Eduardo, para quem não respeita o período de descanso, além de possivelmente não atingir o resultado esperado, tem grandes chances de desenvolve a síndrome do overtrainning – ou overussing – que pode resultar em um quadro de lesão.

Para mais informações da assessoria Edu Ultra Team, acesse: www.eduultrateam.com.br

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